
Um dos poucos aliados restantes de Fábio Koff, o Bahia já não está mais tão certo do futuro do Clube dos 13. Apesar de acreditar que os clubes podem negociar coletivamente pela entidade, o presidente tricolor já admite um acordo ao lado dos clubes dissidentes.
“O que dá para tirar de todas as conversas [com outros dirigentes] acho que é o caminho de uma composição. Meu desejo é que seja com o Clube dos 13. Se não for, vai haver uma composição”, disse Marcelo Guimarães Filho, presidente do Bahia, descartando o possível cenário de acordos com duas emissoras distintas.
O clube participou da elaboração do edital de licitação para a TV aberta ao lado de Atlético-MG, Santos e Botafogo. Os dois últimos já tomaram posições contrárias ao Clube dos 13, assim como outros oito agremiações.
Já o time mineiro compõe, ao lado do Bahia, o núcleo duro no qual aposta a atual gestão do Clube dos 13. São Paulo, Internacional e Atlético-PR, que ocupam três das quatro vice-presidências da entidade, completam o grupo.
Os aliados de Koff estão trabalhando nos bastidores para garantirem o apoio de Guarani, Goiás, Portuguesa, Sport e Vitória, os indecisos do C13. Além disso, também tentam demover os dissidentes da ideia de negociação separada, única forma de tornar válido o acordo com a RedeTV! anunciado semana passada.
A emissora paulista ofereceu R$ 516 milhões anuais pelos direitos de TV aberta, em uma licitação sem a presença de Record e Globo, mas só pagará pelos 20 clubes. O desfecho da licitação irritou até os clubes aliados do C13, que não esperavam a desistência na última hora da Record.
“Acho que a Record inclusive ficou muito fragilizada. Na última hora podia ter tido uma sinalização deles. Ela ficou muito enfraquecida”, disse Marcelo Guimarães, que afirma não ter recebido proposta
Nenhum comentário:
Postar um comentário